Tocantins envia 17 homens do batalhão de choque da PM para reforçar segurança em Brasília

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Grupo poderá permanecer na capital do país por até 60 dias. Governo também apura a participação de servidores nos atos golpistas, sendo que pelo menos um está preso em Brasília. Militares do Batalhão de Choque da PM foram enviados à Brasília
PM/Divulgação
O Tocantins enviou nesta sexta-feira (13) um grupo de 17 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar para reforçar a segurança em Brasília (DF). O pelotão estará à disposição do governo federal e poderá permanecer na capital do país por até 60 dias.
O envio de reforços foi anunciado pelo governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) na segunda-feira (9), um dia após a vinsão à Praça dos Três Poderes. Durante o ataque golpista milhares de criminosos invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Presidência da República, o Palácio do Planalto.
“A PMTO é uma instituição legalista, neutra e que está pronta para defender o Tocantins e o Brasil em quaisquer circunstâncias que for demandada, dentro da sua competência”, disse o comandante-geral da PM, coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça.
Paralelo ao envio de reforços à Brasília, a Polícia Militar reforçou pontos estratégicos no estado como o aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, a ponte Palmas-Luzimangues e as distribuidoras de combustíveis. Foi aumentado o policiamento ostensivo e de inteligência.
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O governo também apura a participação de servidores nos atos golpistas. Em dois dias, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) recebeu sete denúncias sobre o suposto envolvimento de servidores tocantinenses nos ataques antidemocráticos aos Três Poderes em Brasília (DF). As informações estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral do Estado.
Entre os presos durante o ataque está um servidor do próprio governo que no presídio de Brasília. Uma empresa de Araguaína, no norte do Tocantins, também foi citada pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta quinta-feira (12) como suposta financiadora dos atos e teve bens bloqueados.
Denúncias
Além desta empresa do Tocantins denunciada pela AGU, pelo menos dois tocantinenses estariam envolvidos nos ataques e foram presos em flagrante pela polícia em Brasília – entre eles um servidor público do governo do estadual.
Também há duas servidoras da Prefeitura de Palmas que postaram imagens no local dos ataques e devem ser investigadas pelo município.
Denúncias sobre pessoas que participaram do ato golpista que invadiu prédio dos três poderes em Brasília podem ser feitos no portal da Controladoria Geral da União. No Tocantins, o estado criou um canal para denúncia da participação de servidores públicos.
A prefeitura de Palmas também vai investigar a participação de servidores nos atos golpistas, sendo que pelo menos duas servidoras foram identificadas nas redes sociais.
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REUTERS/Adriano Machado
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Lula decretou intervenção federal para assumir a segurança do DF.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB) por, pelo menos, 90 dias. Quem assume o cargo é a vice, Celina Leão (PP).
Segundo a Polícia Civil, em dados atualizados, mais de 700 pessoas foram presas após os ataques.
O coronel que chefiava a PM durante ataques em Brasília, Fábio Augusto, foi preso após determinação de Moraes.
Moraes também ordenou a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres.
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Fonte: G1 Tocantins