Professoras da rede estadual desenvolvem projeto que trabalha o combate ao racismo e estimula a autoaceitação

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O projeto Negra Flor de Girassol, desenvolvido no Colégio Estadual Campos Brasil, de Araguaína, atualmente conta com cerca de 100 alunas participantes.
Fonte Cláudio Paixão/Governo do Tocantins

Criado com o objetivo de combater o racismo, reconhecer e valorizar traços afrodescendentes, o projeto Negra Flor de Girassol, desenvolvido no Colégio Estadual Campos Brasil, de Araguaína, desde 2016, vem mudando a vida das estudantes da unidade de ensino.

Idealizado pelas professoras Zilma Galbino e Nayrana França, o projeto conta com atividades constantes. “Trabalhamos ele o ano todo com festivais de hidratação, palestras sobre autoras negras, e no final do ano realizamos um ensaio fotográfico”, destacou a professora Zilma Galbino.

Professoras idealizadoras do Projeto, Zilma Galbino e Nayrana França.

Quando o projeto foi criado contava com apenas 20 alunas. “Realizamos no primeiro ano apenas um desfile, mas ficamos querendo fazer mais. Na edição seguinte, trabalhamos durante todo o período letivo: valores e autoaceitação e, ainda, realizamos o primeiro ensaio fotográfico, além do desfile. Nesse ano, já tínhamos 50 alunas”, ressaltou Zilma Galbino.

Em 2019, além das atividades já existentes, o projeto começou a apresentar livros de autoras negras. Neste ano, o projeto passou a contar com 95 alunas. Uma das exigências do Projeto é que as participantes tenham boas notas e disciplinas, metas que vêm sendo alcançadas, de acordo com as idealizadoras do Projeto.

A estudante Vitória Barcelo concluiu o ensino médio em 2018, mas fez questão de registrar o seu depoimento sobre o Negra Flor de Girassol. “Participei da primeira edição do Projeto, no qual as professoras incentivavam a assumirmos as nossas origens afro. Elas mostravam que não importava o volume dos meus cachos e que somos lindas por sermos assim”, comemorou.

Fotos: Divulgação Seduc/Governo do Tocantins.