Parlamentares dos EUA e do Brasil buscam cooperar em investigação de ataques em Brasília, diz agência

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As discussões ainda são preliminares, segundo a agência Reuters. O deputado dos EUA Bennie Thompson, presidente do comitê que investigou o ataque de janeiro de 2021 ao Capitólio norte-americano, é um dos parlamentares cujos assessores estão envolvidos nas negociações. Há dois anos, Departamento de Justiça dos EUA investiga envolvidos em invasão ao Capitólio
Assessores de parlamentares norte-americanos do comitê que investigou os ataques ao prédio do Congresso dos Estados Unidos, em 2021, estão negociando com parlamentares brasileiros para cooperar com a investigação dos ataques aos prédios em Brasília no domingo (8), disseram duas pessoas que têm informações sobre o tema à agência Reuters.
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Milhares de bolsonaristas atacaram os prédios do governo federal, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso pedindo um golpe para derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo.
O deputado dos EUA Bennie Thompson, presidente do comitê recentemente dissolvido que investigou o ataque de janeiro de 2021 ao Capitólio norte-americano, é um dos parlamentares cujos assessores estão envolvidos nas negociações, segundo uma das fontes, que pediu anonimato porque as discussões ainda são preliminares.
“Estou extremamente orgulhoso do trabalho e do relatório final do Comitê Seleto do 6 de Janeiro. Se servir de modelo para investigações similares, ajudarei no que for possível”, disse Thompson em comunicado por escrito.
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Adriano Machado / Reuters
Investigações buscam financiadores
As investigações sobre os ataques terroristas em Brasília apontam, até o momento, que Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo estão entre os estados com mais financiadores dos atos já identificados.
São considerados financiadores pessoas que, entre outras ações, pagaram por transporte, alimentação ou outros itens utilizados pelos terroristas que, no último domingo (8), invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.

Fonte: G1 Mundo