Natália Matos realça a origem paraense em dueto com Fafá de Belém em álbum feito com Kassin

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Cantoras unem vozes no bolero ‘Sem razão’, faixa arranjada pelo guitarrista Manoel Cordeiro. Natália Matos apresenta onze composições autorais no álbum ‘Sempre que chover, lembra de mim’, gravado de 2019 a 2022
Julia Rodrigues / Divulgação
♪ Cantora referencial para vozes do norte do Brasil, Fafá de Belém marca presença no terceiro álbum de estúdio da conterrânea Natália Matos, Sempre que chover, lembra de mim, lançado ontem, 12 de agosto, em edição da YB Music.
Gravado de dezembro de 2019 a março deste ano de 2022, com produção musical orquestrada pelo carioca Alexandre Kassin, o disco sublinha no dueto com Fafá e em outras faixas a origem paraense de Natália, artista atualmente residente na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
O encontro das cantoras acontece na gravação do bolero Sem razão em faixa que faz pulsar a veia popular e romântica da cantora projetada em 1975. A faixa gravada por Natália com Fafá de Belém tem arranjo do guitarrista Manoel Cordeiro, outro expoente da música do norte do Brasil.
Outras referências paraenses se espalham ao longo do álbum, cujo repertório é composto por onze composições autorais, oito criadas solitariamente por Natália sem parceiros, duas em colaboração com Leandro Muniz – Pode acontecer e Ventania, samba com ares da bossa carioca – e uma feita em parceria com o artista mineiro Matheus Brant, Doce feroz.
Doce feroz é música lançada em 2019 em disco de Brant e rebobinada pela parceira em registro já apresentado em single editado em 30 de junho como primeira amostra do álbum Sempre que chover, lembra de mim.
Faixa já lançada como segundo single do disco, Está nos mares é brega de timbragem pop latina. Recorrente em Belém (BA), cidade marcada pela quentura e umidade, a chuva permeia o álbum Sempre que chover, lembra de mim, estando entranhada no título e na inspiração e/ou versos de músicas como Clarão e Ela sabe sentir.
Abduzida, Nave do tempo, Tempo lento e Último raio de sol são outras músicas de álbum autoral formatado com os toques contemporâneos de músicos como os pianistas Danilo Andrade e Rodrigo Tavares e o baterista Thomas Harres, além do produtor Kassin (alternando-se no baixo, na guitarra e nas programações).
Natália Matos já saiu do Pará, mas o som do Pará pop brega romântico do século XXI continua dentro da alma musical da artista, como comprovado ao longo do álbum Sempre que chover, lembra de mim.
Capa de ‘Sempre que chover, lembra de mim’, terceiro álbum de estúdio de Natália Matos
Julia Rodrigues / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento