Ministério Público impõe dificuldades a ONG de Palmas para distribuição de cesta básica

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ONG Meninas de Deus, tem 1000 cestas básicas para fazer a distribuição, mas enfrenta ação no Ministério Público por denuncia de aglomeração.

Nessa terça feira (04), através das redes sócias da Ong Meninas de Deus, a fundadora Neyla Rodrigues, fez um pedido de ajuda aos seguidores pedindo que entrem em contato com o Ministério Público do Tocantins, para pedirem sugestões de táticas para a entrega de 1000 cestas básicas a famílias carentes da região Sul de Palmas.

Segundo a fundadora da ONG, Neyla Rodrigues, em uma outra ação da instituição, que visava fazer a entrega de 200 cestas básicas para famílias carentes, uma pessoa que passava pelo local entrou em contato no telefone particular da analista ministerial Mônica Brito, denunciando que havia muitas crianças, adolescentes e mulheres aglomeradas.

Foto: Divulgação / Instagram ONG Meninas de Deus

As entregas foram feitas na escola Municipal Lucia Sales Pereira Ramos (Taquari), “fomos atrás de várias escolas, e apenas uma concordou em realizar a ação, devido ao fato de acompanhar muito de perto a situação das famílias, fizemos oficio direto a diretora que autorizou as entregas”, afirma Neyla, ela destaca ainda que todas as medidas de segurança estabelecidas pelo ministério da saúde foram tomadas, “a entrega teve o apoio e acompanhamento da Polícia Militar do Tocantins – PMTO, Guarda Metropolitana, Agentes de Transito e Agentes penitenciários, além dos voluntários da ONG, todos com máscaras e luvas. Nos estipulamos horários, para cada pessoa buscar a cesta básica, uma ia às 8 h, outra as 8h15”.

Através de doações a ONG conseguiu arrecadar mil cestas básicas para entregar a famílias carentes, porém devido a ação no ministério público, eles afirmam que não sabem como realizaram as entregas.

“O dia inteiro eu recebo ligação de mães chorando com as crianças passando fome, e não tem como eu entregar mil cestas básicas em mil casas de uma por uma. Tem gente na praia, tem gente nos restaurantes, tem um monte de gente nos supermercados, tem fila na farmácia, tem gente no shopping e a gente não pode entregar cesta básica, o alimento” destaca Neyla.

Os responsáveis pela ONG afirmam que há 15 dias que tentam entrar em contato com o Ministério Público, pedindo informações sobre a denúncia feita, além de pedir ajuda e sugestão de como as entregas poderiam ser feitas, mas não obtiveram respostas.

Por: Bárbara Maciel / FARCOM – TO