Iraniano da Guarda Revolucionária tentou contratar informante dos EUA por U$ 300 mil para matar assessor de Trump e é processado

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A ideia era se vingar da morte de Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã que foi assassinado em janeiro de 2020. Foto de 9 de maio de 2018 mostra o então conselheiro de Segurança Nacional John Bolton durante reunião de gabinete com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Saul Loeb / AFP
Os Estados Unidos processaram um dos chefes da Guarda Revolucionária do Irã nesta quarta-feira (10) por ter feito um plano para matar John Bolton, que foi assessor de segurança do ex-presidente Donald Trump.
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O Departamento de Justiça (órgão equivalente ao Ministério de Justiça) americano afirma que o iraniano Shahram Poursafi, também conhecido como Mehdi Rezayi, de 45 anos, queria matar Bolton como uma vingança por Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária que foi morto por um ataque de drones de autoria dos EUA em janeiro de 2020.
A missão do Irã na Organização das Nações Unidas não fez nenhum comentário. O Irã não tem acordo de extradição com os EUA, e não se sabe o paradeiro de Poursafi.
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Contratou um informante sem saber
De acordo com a denúncia criminal, Poursafi pediu a um residente dos EUA identificado apenas como “Indivíduo A” para tirar fotos de Bolton para, supostamente, usar em um livro. Esse residente dos EUA então apresentou Poursafi a uma outra pessoa que poderia tirar as fotos —o que o iraniano não sabia é que esse era um informante secreto do governo.
No mês seguinte, Poursafi entrou em contato com o informante em um aplicativo de mensagens criptografadas e ofereceu à pessoa US$ 250 mil para contratar alguém para “eliminar” Bolton – uma quantia que mais tarde seria negociada em até US$ 300 mil.
Quando o informante pediu a Poursafi que fosse mais específico em seu pedido, ele disse que queria que “o cara” fosse expurgado e forneceu o nome e o sobrenome de Bolton, de acordo com uma declaração juramentada em apoio à denúncia.
Mais tarde, ele orientou o informante a abrir uma conta de criptomoeda para facilitar o pagamento. Em comunicações subsequentes, ele teria dito ao informante que não importava como o assassinato foi realizado, mas que seu “grupo” exigiria um vídeo como prova de que o ato foi realizado.
Em um comunicado no Twitter na quarta-feira, Bolton agradeceu ao Departamento de Justiça por agir.
“Embora muito não possa ser dito publicamente agora, um ponto é indiscutível: os governantes do Irã são mentirosos, terroristas e inimigos dos EUA”, afirmou o ex-assessor de segurança.
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Fonte: G1 Mundo