General Santos Cruz, do Brasil, vai chefiar equipe da ONU de investigação de ataque na Ucrânia

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Antonio Guterres, o secretário-geral da ONU, indicou Carlos Santos Cruz para liderar a equipe que vai investigar o que aconteceu no ataque contra uma prisão em Olenivka, na Ucrânia, na qual 50 prisioneiros de guerra morreram. General Santos Cruz em abril de 2019
GloboNews
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, deve indicar o general brasileiro Carlos dos Santos Cruz como líder de uma missão para investigar o ataque contra uma prisão em Olenivka, na Ucrânia, na qual 50 prisioneiros de guerra morreram.
“O general Santos Cruz é um oficial respeitado com mais de 40 anos de experiência nacional e internacional em segurança pública e militar, inclusive como comandante de operações de paz da ONU”, disse Guterres.
O secretário-geral da ONU afirmou que a organização vai trabalhar para ter os acessos e garantias de segurança para a equipe em Olenivka. “De uma forma direta, uma missão para apurar os fatos precisa ser livre para apurar os fatos”, afirmou Guterres.
Roberto D’Avila entrevista o general Santos Cruz
A equipe de Santos Cruz vai ser responsável por levantar os dados e analisá-los.
Quem é Santos Cruz
Santos Cruz é general da reserva e ocupou a Secretaria de Governo de janeiro a junho de 2019, quando acabou demitido por Bolsonaro, após ser alvo da chamada ala ideológica do governo. Desde então, vem adotando posição crítica ao governo e a Bolsonaro, e também questionou o uso político das Forças Armadas pelo presidente, que foi capitão do Exército.
Em maio de 2022, ele foi internado na UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, após passar mal. O general teve um infarto e precisou colocar dois stents (pequenas estruturas metálicas inseridas dentro das artérias coronárias para mantê-las abertas, restaurando ou evitando a diminuição do fluxo sanguíneo).
O que aconteceu em Olenivka?
No fim de julho, prisioneiros de guerra foram mortos e 75 ficaram feridos na prisão na cidade de Olenivka, que está na linha de frente da guerra e, atualmente, é dominada por separatistas apoiados pela Rússia.
Um porta-voz dos separatistas estimou o número de mortos em 53 e acusou o governo da Ucrânia de atacar a prisão com foguetes Himars, fabricados nos EUA.
As forças armadas da Ucrânia negaram a responsabilidade, dizendo que a artilharia russa tinha como alvo a prisão para esconder os maus-tratos aos detidos lá. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que a Rússia cometeu um crime de guerra e pediu condenação internacional.
O edifício foi queimado cheio de camas de metal, algumas delas com corpos carbonizados ainda deitados, e outros corpos estavam alinhados em macas militares ou no chão do lado de fora.
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Fonte: G1 Mundo