Forças de segurança do estado e da capital disponibilizam efetivo para monitorar possíveis atos antidemocráticos

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Governo do Estado informou que polícias Civil e Militar estão equipes em pontos estratégicos. Prefeitura acionou corpo da Guarda Metropolitana, suspendendo férias e licenças que não são relacionadas à saúde. Tropas da PM e a Polícia Civil monitoram pontos do estado
Ademir dos Anjos/Governo do Estado
Equipes das polícias Civil e Militar e da Guarda Metropolitana de Palmas estão monitorando e reforçando a segurança de pontos da capital para evitar a ação de pessoas que se mobilizarem em atos antidemocráticos que teriam sido anunciados por radicais bolsonaristas para esta quarta-feira (11).
As ações seguem determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ordenou que autoridades públicas de todo o país impeçam qualquer tentativa de bloqueio de vias públicas ou rodovias.
A decisão prevê multa de R$ 20 mil para pessoas físicas e R$ 100 mil para empresas que descumprirem essas ordens.
A Polícia Civil consistem no monitoramento através das equipes de inteligência. Até a noite desta quarta-feira (11), nenhuma aglomeração, fechamento de ruas ou tentativa de entrar em prédios públicos foram registradas no estado, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Desde segunda-feira (9), segundo o Governo, a Polícia Militar reforçou o monitoramento no aeroporto de Palmas, na ponte Palmas-Luzimangues e nas distribuidoras de combustíveis, para evitar protestos antidemocráticos.
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Palmas
A prefeita de Palmas Cinthia Ribeiro (PSDB) assinou um decreto determinando que todo o corpo da Guarda Metropolitana de Palmas fique à disposição para atuar na segurança de prédios públicos, da Câmara de Palmas e outros pontos da cidade.
Guarda Metropolitana de Palmas
Lia Mara/Prefeitura de Palmas
O documento foi publicado no Diário Oficial do Município e suspende férias e licenças, sem valer para de natureza médica, que haviam sido concedidas aos integrantes da GMP. Também fixa a jornada de trabalho em regime especial, enquanto for mantida a situação de monitoramento e segurança para conter possíveis atos ou ataques na capital.
O decreto leva em consideração os ataques terroristas antidemocráticos na Praça dos Três Poderes em Brasília (DF), que a levaram à decretação de intervenção federal no Distrito Federal.
Ações que deverão ser cumpridas pelas forças de segurança dos estados, conforme o despacho do STF:
prender em flagrante quem ocupar e obstruir vias urbanas ou rodovias, ou quem invadir prédios públicos;
identificar os veículos usados nos atos e seus proprietários e bloquear o uso desses veículos;
o aplicativo de mensagens Telegram deve bloquear canais e perfis ligados à convocação de atos.
Entenda
Bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, no domingo (8), após entrar em confronto com a Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras e depredaram os prédios dos três poderes da República até batalhões da polícia retomarem a Esplanada e a Praça dos Três Poderes em Brasília.
Durante a tarde o presidente Lula (PT) decretou intervenção federal na segurança do Distrito Federal. A intervenção está prevista para durar até o dia 31 de janeiro. O presidente determinou que o ataque terrorista seja apurado para que se chegue a quem financiou e coordenou os ataques.
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Fonte: G1 Tocantins