Força-tarefa é criada para investigar morte de líder do MST, atingido por tiros enquanto dormia no TO

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A força-tarefa contará com policiais civis que atuam na Diretoria de Inteligência Policial e na Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado. Cacheado, como era conhecido, foi morto no dia 13 de dezembro do ano passado. Líder do MST é morto enquanto dormia no Tocantins
Arquivo Pessoal
A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins criou uma força-tarefa para investigar o assassinato do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Raimundo Nonato Silva Oliveira, de 46 anos. Cacheado, como era conhecido, foi atingido por tiros enquanto dormia ao lado da namorada, no dia 13 de dezembro do ano passado, em Araguatins, região do Bico do Papagaio.
A criação da força-tarefa consta na portaria da SSP nº 04/2023, publicada no Diário Oficial do Estado, desta terça-feira (10).
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A força-tarefa contará com policiais civis que atuam na Diretoria de Inteligência Policial (DIP) e na Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO). Eles prestarão apoio às investigações já iniciadas pela 11ª Delegacia de Polícia de Araguatins.
A quantidade de policiais que farão parte da força-tarefa será definida pelos diretores da DIP e da DRACCO.
“Uma determinação do governador Wanderlei Barbosa é fazermos todo o possível para darmos uma resposta à família e à sociedade. A Polícia Civil está empenhada e não tem medido esforços para elucidar esse homicídio que chocou a região e essa força-tarefa tem o objetivo de intensificar as investigações para que, em breve, possamos dar resposta”, destaca o secretário da Segurança Pública, Wlademir Costa.
O assassinato
Corpo do líder do MST, assassinado no Tocantins, foi velado na casa onde ocorreu o homicídio
Divulgação
Na madrugada do dia 13 dezembro, três homens encapuzados invadiram a casa, foram até o quarto e atiraram várias vezes contra o líder do MST, que dormia ao lado da namorada. Ela não sofreu ferimentos. O crime aconteceu na Vila Cidinha, em Araguatins.
Um dos motivos que fizeram Cacheado entrar no movimento pela moradia foram perdas familiares, também de forma violenta. Segundo a Defensoria Pública do Estado (DPE), o pai foi assassinado por pistoleiros quando ele ainda era criança.
Por ser uma liderança ativa do MST e muito conhecido, também sofreu perseguição em outras ocasiões. Há pelo menos 12 anos, Raimundo foi baleado também por pistoleiros e sobreviveu.
Segundo Edmundo Rodrigues Costa, agente da Pastoral da Terra, isso aconteceu quando ele liderava o acampamento Alto da Paz, na fazenda Santa Hilário, em Araguatins.
A Defensoria Pública do Estado informou que Raimundo sofreu tentativas de assassinato entre os anos de 2000 a 2015.
Raimundo Nonato, conhecido como Cacheado, foi enterrado no cemitério municipal
Divulgação
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Fonte: G1 Tocantins