Em dois dias, Controladoria recebeu sete denúncias de servidores suspeitos de participação nos ataques a Brasília

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Do total, cinco foram feitas através da plataforma Fala.BR e duas foram encaminhadas ao órgão via ofício. Corregedoria-Geral está apurando as informações. Prédio da Controladoria-Geral do Estado (CGE)
Aldemar Ribeiro/Governo do TO
Em dois dias, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) recebeu sete denúncias sobre o suposto envolvimento de servidores tocantinenses nos ataques antidemocráticos aos Três Poderes em Brasília (DF). As informações estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral do Estado. Os atos de terrorismo de radicais bolsonaristas aconteceram no domingo (8), na Esplanada dos Ministérios.
Segundo a CGE, até esta quinta-feira (12), das sete denúncias, cinco foram enviadas através da plataforma Fala.BR, em que foi criado na terça-feira (10) um campo para recebimento de informações do Tocantins. Outras duas chegaram para apuração por meio de ofícios.
As denúncias podem ser feitas de forma identificada ou anônima. O portal é da Controladoria Geral da União (CGU). Para acessar, clique aqui.
As invasões de bolsonaristas radicais aconteceram nos prédios em que são sediados os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Milhares de pessoas que não aceitam o resultado das urnas nas eleições de 2022 deixaram um rastro de destruição nos prédios públicos.
Na segunda- feira (9), a CGE publicou uma portaria abriu um procedimento para apurar a suposta participação de servidores nos ataques. Os identificados poderão responder na esfera disciplinar, conforme a portaria.
A plataforma Fala.BR continua recebendo denúncias sobre a identificação de envolvidos no atos terroristas. Clique aqui e veja como denunciar.
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Identificados
Um servidor público do governo do Tocantins está entre os presos pela polícia durante a invasão à Praça dos Três Poderes em Brasília no último domingo, 8 de janeiro. Vamberto dos Santos Junior, de 27 anos, é contratado da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Cidades e Habitação.
O g1 ainda tenta contato com algum parente ou advogado dele. Em nota, a secretaria informou que já identificou o servidor em questão e está apurando junto a seu setor jurídico quais são as medidas cabíveis.
De Palmas, o representante comercial Adriano Marinho Stefani, de 52 anos, também está na lista de pessoas. Ele tem registro de microempreendedor individual de um comércio de segurança eletrônica em Palmas. Ele também seria prestador de serviço em uma empresa de energia solar que atua na capital. O g1 tentou contato com o telefone de Adriano, mas as ligações não foram completadas.
A empresa de ônibus de Araguaína chamada Transviagens foi citada pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta quinta-feira (12). A AGU pediu o bloqueio de R$ 6,5 milhões de empresas e pessoas que supostamente tenham financiado o transporte dos envolvidos na Justiça Federal. Por telefone, o proprietário Jean Rycardo Alves Cordeiro disse que sua empresa apenas foi contratada para fazer o transporte de passageiros.
A Prefeitura de Palmas também vai investigar a participação de servidores nos atos golpistas, sendo que pelo menos duas servidoras foram identificadas nas redes sociais.
Bolsonaristas em atos terroristas em Brasília
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Fonte: G1 Tocantins