Departamento de Justiça dos EUA aceita divulgar íntegra de mandado de busca que justificou ação em casa de Donald Trump

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Aliados do ex-presidente dos EUA pediram a divulgação do documento. Agora, a equipe jurídica de Trump vai decidir se aceita tornar o mandado público. O ex-presidente dos EUA Donald Trump é investigado por suspeita de guardar documentos confidenciais da Casa Branca
David ‘Dee’ Delgado/Reuters
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (órgão semelhante ao Ministério da Justiça) afirmou nesta segunda-feira (15) que não se opõe aos pedidos para revelar a íntegra do pedido dos promotores à Justiça para obter um mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente Donald Trump na Flórida, no dia 8 de agosto.
Espera-se que esse documento revele as evidências que os promotores mostraram para demonstrar que tinham motivos prováveis ​​para acreditar que crimes foram cometidos na casa de Trump.
Aliados de Trump do Partido Republicano estavam pedindo a divulgação de informações mais detalhadas que convenceram um juiz federal a emitir o mandado de busca. Se isso for revelado, poderá ser possível saber quais foram as fontes que justificaram o pedido e detalhes sobre a natureza dos documentos apreendidos.
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Divulgar esse pedido seria altamente incomum e exigiria a aprovação de um juiz federal.
“Acho que a divulgação do depoimento ajudaria, pelo menos confirmaria que havia justificativa para essa busca”, disse o senador republicano Mike Rounds ao programa “Meet the Press”, da NBC.
O Departamento de Justiça deveria “mostrar que esta não era apenas uma expedição de ‘pesca’, que eles tinham a devida razão para entrar e fazer isso, que eles esgotaram todos os outros meios”, disse Rounds. “E, se eles não podem fazer isso, então temos um problema sério em nossas mãos.”
A disposição Departamento de Justiça de tornar público esse documento faz com que a pressão para revelar as informações recaia Trump e sua equipe jurídica.
O que foi encontrado
De acordo com um inventário divulgado pela Justiça, Trump tinha em sua casa documentos secretos e ultrassecretos. O mandado de busca em questão autorizou agentes do FBI a apreender materiais na residência de Trump para investigar crimes relacionados à Lei de Espionagem, que proíbe a retenção não autorizada de informações de segurança nacional que possam prejudicar os EUA ou ajudar um adversário.
Além disso, ele também pode ter violado uma lei que proíbe o mau uso de documentos oficiais —a regra proíbe ocultação ou destruição desses papéis.
A disposição incomum do departamento de tornar público o documento sensível significa que a pressão agora será sobre Trump e sua equipe jurídica para decidir se se opõem à sua divulgação.
Espera-se que o documento revele as evidências que os promotores mostraram para demonstrar que tinham motivos prováveis ​​para acreditar que crimes foram cometidos na casa de Trump – o padrão que eles precisavam cumprir para garantir o mandado de busca.
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Fonte: G1 Mundo