Delegados investigados por envolvimento em suposto grupo de extermínio são presos em nova operação policial

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Promotoria havia pedido a prisão dos delegados Ênio Walcacer de Oliveira Filho e Amaury Santos Marinho Junior. Federais deflagraram a Operação Covid-38, segunda fase da Caninana, na tarde desta quarta-feira (10). Primeira fase teve mandados cumpridos na sede da Delegacia de Narcóticos
Reprodução
Os delegados Ênio Walcacer de Oliveira Filho e Amaury Santos Marinho Junior, investigados por envolvimento em suposto grupo de extermínio, foram presos na tarde desta quarta-feira (10) durante a Operação Covid-38, da Polícia Federal. Esta é a segunda fase da Operação Caninana, que investiga o grupo apontado por ser responsável por cinco mortes em apenas um dia na região sul de Palmas.
No dia 22 de junho, a Polícia Federal deflagrou a Operação Caninana para investigar o suposto grupo de extermínio e cumpriu mandados de busca e apreensão em dez endereços, entre eles na Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos de Palmas (Denarc). Além dos delegados, que estavam soltos durante a investigação, cinco agentes já estão presos por suspeita de envolvimento nas mortes.
Os policiais presos são Antonio Martins Pereira Junior, Carlos Augusto Pereira Alves, Giomari dos Santos Junior, Callebe Pereira da Silva e Antônio Mendes Dias.
A defesa do delegado Ênio Walcacer disse que recebeu com surpresa a informação sobre a prisão, por entender que é desnecessário, e que vai recorrer. O advogado do delegado Amaury também informou que irá analisar quais os próximos passos a serem adotados.
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Denúncia
No dia 15 de julho, a 1ª promotoria de Justiça da capital denunciou cinco policiais civis e dois delegados por suspeita de integrarem um suposto grupo de extermínio que seria responsável por cinco mortes que aconteceram em 2020.
Na época, cinco promotores que assinaram o documento a prisão preventiva dos delegados Ênio a Amaury.
A denúncia apontou que entre os motivos para os assassinatos atribuídos ao grupo de extermínio estava de promoção de uma ‘limpeza social’ em Palmas, já que as vítimas eram pessoas com antecedentes criminais.
As mortes de Geovane Silva Costa e Pedro Henrique Santos de Souza, que ocorreram em 27 de março de 2020 no Setor União Sul, em Palmas. No mesmo dia, José Salviano Filho Rodrigues, Karita Ribeiro Viana e Swiany Crys Moreno dos Santos, morreram nas mesmas condições, mas no Setor Aureny I.
Defesa dos policiais
No dia 20 de julho, o advogado dos policiais civis se posicionou alegando que o grupo é inocente e vítima perseguição por não colaborar com possíveis ilegalidades dentro da Polícia Civil. Também afirmou que mortes citadas na denúncia se tratam de ‘guerra de facções’.
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Fonte: G1 Tocantins