Corregedoria vai apurar possível participação de servidores estaduais no ataque a Brasília

0
44

Órgão abriu procedimento para investigar os supostos envolvidos e caso seja confirmado, eles poderão responder processo disciplinar. Controladoria-Geral do Estado
Aldemar Ribeiro/Governo do TO
A Corregedoria-Geral do Estado abriu um procedimento para apurar a suposta participação de servidores nos ataques ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto em Brasília (DF).
As invasões aconteceram na tarde de domingo (8) e os prédios em que são sediados os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário ficaram destruídos.
Conforme portaria nº01/2023, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (9), foi instaurada uma investigação preliminar para apurar o possível envolvimento dos servidores nos ataques ao Estado Democrático de Direito e suas instituições.
A portaria ainda citou que a notícia da suposta participação de agentes públicos nos atentados, uma vez confirmado, eles poderão responder disciplinar.
Confira o Diário Oficial aqui.
As apurações preliminares deverão ser encaminhadas ao gabinete do corregedor-geral, Luciano Alves Ribeiro Filho, para determinação de como serão conduzidas as investigações.
LEIA TAMBÉM:
Terrorismo em Brasília: o dia em que bolsonaristas criminosos depredaram Planalto, Congresso e STF
Cinthia Ribeiro determina apuração sobre servidores públicos de Palmas que participaram do ataque a Brasília
Bolsonaristas deixam acampamento montado na frente do quartel do Exército em Palmas
Corregedor-geral diz que policiais civis do TO ‘devem manter a compostura’ e evitar apologia a crimes após ataque a Brasília
Governador reforça pontos estratégicos de Palmas e diz que vai mandar policiais para Brasília
O corregedor-geral da Segurança Pública do Tocantins, Wanderson Chaves de Queiroz, emitiu uma recomendação para que os policiais civis se abstenham de atos e comentários públicos que sejam entendidos como apologia a crimes.
A orientação foi encaminhada na noite deste domingo (8), horas após o ataque de bolsonaristas a Brasília (DF).
Município
Também nesta segunda-feira (9), a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) determinou apuração sobre servidores públicos municipais que participaram dos atos golpistas e que publicaram fotos nas redes sociais.
Entre os servidores que participaram está Yette Santos Soares Nogueira, ex-candidata a deputada federal. Ela postou fotos e vídeos na Praça dos Três Poderes e na Esplanada, inclusive usando uma máscara de gás. Não há imagens dela danificando o patrimônio público.
Em um relato nas redes sociais ela disse que agiu de acordo com sua liberdade de expressão e tem participado dos atos de forma “patriótica” durante os finais de semana e férias.
Imagens publicadas na rede social também mostram a participação de outra servidora pública nos atos: Janne Mota Magalhães. Ela é professora efetiva da Secretaria Municipal de Educação, com salário de R$ 3,2 mil por mês. O g1 ainda não conseguiu contato com ela.
Entenda
Viatura policial foi empurrada por vândalos para dentro de um espelho d’água diante do Congresso
Eraldo Peres/AP
Bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, neste domingo (8), após entrar em confronto com a Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras e depredaram os prédios dos três poderes da República até batalhões da polícia retomarem a Esplanada e a Praça dos Três Poderes em Brasília.
Durante a tarde o presidente Lula (PT) decretou intervenção federal na segurança do Distrito Federal. A intervenção está prevista para durar até o dia 31 de janeiro.
Lula deu uma coletiva para falar do decreto em Araraquara, no interior de São Paulo, para onde viajou no início da manhã para ver efeitos das intensas chuvas na cidade. O presidente determinou que o ataque terrorista seja apurado para que se chegue a quem financiou e coordenou os taques.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Município
Também nesta segunda-feira (9), a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) determinou apuração sobre servidores públicos municipais que participaram dos atos golpistas e que publicaram fotos nas redes sociais.
Entre os servidores que participaram está Yette Santos Soares Nogueira, ex-candidata a deputada federal. Ela postou fotos e vídeos na Praça dos Três Poderes e na Esplanada, inclusive usando uma máscara de gás. Não há imagens dela danificando o patrimônio público.
Em um relato nas redes sociais ela disse que agiu de acordo com sua liberdade de expressão e tem participado dos atos de forma “patriótica” durante os finais de semana e férias.
Imagens publicadas na rede social também mostram a participação de outra servidora pública nos atos: Janne Mota Magalhães. Ela é professora efetiva da Secretaria Municipal de Educação, com salário de R$ 3,2 mil por mês. O g1 ainda não conseguiu contato com ela.

Fonte: G1 Tocantins