China prolonga exercícios militares em Taiwan

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Testes, os maiores da história na região e com disparo de mísseis e munição real, estavam previstos para terminar no domingo (7). Pequim alega que a ilha é parte de seu território e, portanto, não há rompimento de leis internacionais. China realiza exercícios de disparo de mísseis na costa leste de Taiwan
A China anunciou nesta segunda-feira (8) que vai continuar a realizar exercícios militares ao redor de Taiwan, os maiores já realizados pelo país na região. O anúncio ignora pedidos de países ocidentais para que os testes sejam interrompidos e prolonga uma crise sem precedentes com os Estados Unidos.
Os exercícios, uma resposta à visita da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, à Taiwan na semana passada, estavam previstos para terminar no domingo (7). Nesta manhã, porém, Pequim anunciou que as atividades seguirão sem data prevista de término na ilha, que o governo chinês considera parte de seu território – já Taiwan reivindica ser um território independente.
“O Exército Popular de Libertação (EPL) da China continuou executando exercícios conjuntos práticos e treinamento no mar e espaço aéreo ao redor da ilha de Taiwan, concentrado em organizar operações conjuntas submarinas e de ataques marítimos”, afirmou o Comando Leste do exército chinês em um comunicado.
Aviões da Força Aérea chinesa sobrevoam os arredores de Taiwan em exercício militar em 7 de julho de 2022.
Li Bingyu/Xinhua via AP
Durante os testes da semana passada, aviões e navios chineses invadiram o espaço aéreo de Taiwan dezenas de vezes. Diante de temores de rompimento de leis internacionais, o Ministério de Relações Exteriores chinês alegou estar conduzindo exercícios militares normais “em nossas próprias águas”, já que considera a ilha parte da China.
No sábado (6), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, denunciou a “total desproporção” da reação chinesa e divulgou um comunicado conjunto com seus colegas do Japão e Austrália para pedir o fim dos exercícios.

Fonte: G1 Mundo