Bebê que nasceu com cardiopatia se prepara para fazer 3º cirurgia no coração: ‘Achei que ele não iria aguentar’

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No ano passado, mais de 23,5 mil crianças nasceram com cardiopatia congênita no Tocantins. Cirurgia do coração agora é ofertada em Hospital de Referência em Araguaína
Prestes a completar dois anos, o bebê Kauan precisará encarar a mesa de cirurgia pela terceira vez. Ele nasceu com cardiopatia congênita, uma anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação. O menino já passou por dois procedimentos, mas a luta continua.
Kauan nasceu no Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas. Por causa da má formação no coração, a mãe precisou recorrer à Justiça para garantir a cirurgia do filho.
“Eu tive que lutar pela cirurgia dele porque aqui no Tocantins não tinha, então para mim foi muito sofrido e para ele também. O Kauan, com 21 dias de nascido, foi entubado. Eu achei que ele não iria aguentar até quando saísse a cirurgia porque demorou muito”, contou a lavradora Laise Sousa Carvalho.
A mãe disse que a terceira cirurgia deve ser feita em um hospital de São José do Rio Preto. A família de Kauan não é a única a passar por esse processo doloroso.
Bebê que nasceu com cardiopátia congênita se prepara para fazer terceira cirurgia
Reprodução/TV Anhanguera
No ano passado, mais de 23,5 mil crianças nasceram com cardiopatia congênita no Tocantins. A rapidez no atendimento é essencial para garantir a vida do bebê.
Jaíne Batista lutou por quase um ano para salvar a vida do filho, o Nathan, que morreu com 11 meses de vida. Ela lembra dos dias de angústia que passou em busca de ajuda pelo procedimento cirúrgico, que não foi realizado.
“O coraçãozinho dele pedia pela cirurgia, mas não saía. Com 11 meses, ele faleceu de tanto esperar. O coração dele não estava aguentando mais”, lamentou a mãe.
Antes, os procedimentos cardíacos para crianças eram realizados em outros estados. Atualmente, o Tocantins tem hospital de referência que fica em Araguaína e atende os casos de emergência.
Isso foi possível após uma decisão judicial, que obrigou o governo do Tocantins a regularizar cirurgias pediátricas em bebês que sofrem com problemas no coração. É que os procedimentos não eram feitos no estado e os pacientes precisavam aguardar uma transferência para outras localidades. A longa espera acabava agravando o quadro de saúde de muitos bebês.
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Fonte: G1 Tocantins