Aung San Suu Kyi, ex-presidente de Mianmar e prêmio Nobel da Paz, é condenada por regime militar a seis anos de prisão por corrupção

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Ela ainda pode ser condenada a décadas de prisão por infrações que são atribuídas a ela pela junta militar que governa o país desde o golpe de Estado, em fevereiro de 2021. Um manifestante segura um pôster com a imagem da líder civil detida Aung San Suu Kyi durante uma vigília à luz de velas para homenagear aqueles que morreram durante as manifestações contra o golpe militar em Yangon em 13 de março de 2021.
STR / AFP
Aung San Suu Kyi, ex-governante Mianmar e vencedora do prêmio Nobel da Paz, foi sentenciada a uma nova pena de 6 anos de detenção por corrupção pelo regime militar que deu um golpe de Estado em 2021. Essa não é a primeira pena dela; ela já tinha uma outra condenação a 11 anos de prisão.
Além dessas penas, ela já passou 15 anos em prisão domiciliar, durante ditadura militar anterior.
Ela ainda pode ser condenada a décadas de prisão por infrações que são atribuídas a ela pela junta militar que governa o país desde o golpe de Estado, em fevereiro de 2021.
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Desta vez, Suu Kyi foi declarada culpada de quatro acusações de corrupção. Desde fevereiro de 2021, ela foi acusada de violar diversas vezes a lei sobre segredos de Estado, de fraude na eleição de 2020 – vencida por seu partido -, sedição, corrupção, entre outras.
Presa em local secreto
Desde que foi detida em 1º de fevereiro de 2021 após o golpe militar, a ex-governante, de 77 anos, permanece presa em um local secreto de Naipyidaw, a capital de Mianmar. O golpe encerrou uma década de período democrático no país.
O processo, que começou há um ano e acontece a portas fechadas, prosseguirá no local em que Suu Kyi está detida.
Os militares não parecem dispostos a ceder o poder e reprimem a oposição de forma violenta: mais de 2.100 civis morreram em ações violentas desde o golpe e mais de 11 mil estão detidos, segundo uma ONG local.
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Fonte: G1 Mundo