Acordo europeu para reduzir consumo de gás russo entra em vigor esta semana

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Medida não é vinculante, mas pede que os 27 países que fazem parte do bloco economizem ao máximo. Presidente da Comissão Europeia diz que governos devem ser preparar ‘para o pior cenário’. Planta de gás em Eiterfeld, na Alemanha, um dos países que lidera plano de racionamento de gás na Europa para fazer frente aos cortes da Rússia.
Michael Probst/ Associated Press
O acordo dos países da União Europeia para reduzir o consumo de gás russo no bloco entrará em vigor na terça-feira (9).
A medida, acordada no no fim de julho pelos 27 países que fazem parte do bloco, foi publicada nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial do bloco europeu. O acordo, que mira o inverno europeu, não é vinculante. Ou seja, não obriga os governos europeus a reduzirem o gás, mas sugere que todos façam o máximo de economia possível.
Dadas as drásticas reduções nas entregas de gás russo, o texto prevê que cada Estado-membro faça todo o possível para reduzir seu consumo em pelo menos 15% entre 1º de agosto de 2022 e 31 de março de 2023 em comparação com a média dos últimos cinco anos do mesmo período.
Em caso de “grave risco de penúria”, um mecanismo tornará obrigatória essa redução, mas o objetivo será adaptado às realidades de cada país por meio de uma série de isenções.
Para realizar um monitoramento preciso, cada estado deverá “atualizar seu plano nacional de contingência (…) até 31 de outubro de 2022”.
Rússia diminui distribuição de gás natural para Europa
Uma redução no consumo europeu agora deve ajudar os Estados a acelerarem o reabastecimento de suas reservas de gás antes do inverno.
Dos 27 Estados, a Hungria foi o único que votou contra o plano em julho, descrito como “inaplicável e prejudicial” pelo ministro das Relações Exteriores do país.
Até o ano passado, cerca de 40% das importações de gás da UE vinham da Rússia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, exortou os Estados-membros a “prepararem-se para o pior cenário”, que seria o da cessação das entregas de gás pela Rússia.
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Fonte: G1 Mundo